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Por que te vais assim, alma minha, por que te afastas em uma sombra de pergaminhos teu vulto de madrepérola quero enlaçar quero possuir, quero amar ver escorrer de teu lábio o riso frouxo derreter de teus olhos o teu amor meu peito, ave errante pousou em teu ninho teu coração, minha âncora e se arrasta por entre nuvens de pranto se encolhe em chagas de carmim se não me queres se não me olhas se não me tens te amo, e esse amor é uma brasa viva em meu coração pulsante que ora chora, ora brada por tua boca por tuas carícias desnudas suas súplicas sentidas seus sussurros insones e noites mal dormidas e pesadelos esquecidos guardados
Escrito por Zailda às 00h09
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